Sexta-feira, Setembro 03, 2010

Death Cab for Cutie - What Sarah Said

And it came to me then that every plan is a tiny prayer to father time
As I stared at my shoes in the ICU that reeked of piss and 409
And I rationed my breaths as I said to myself that I'd already taken too much today
As each descending peak on the LCD took you a little farther away from me
Away from me

Amongst the vending machines and year-old magazines in a place where we only say goodbye
It stung like a violent wind that our memories depend on a faulty camera in our minds
But I knew that you were a truth I would rather lose than to have never lain beside at all
And I looked around at all the eyes on the ground as the TV entertained itself

'Cause there's no comfort in the waiting room
Just nervous pacers bracing for bad news
And then the nurse comes round and everyone will lift their heads
But I'm thinking of what Sarah said that "Love is watching someone die"

So who's going to watch you die?..

http://listen.grooveshark.com/#/s/What+Sarah+Said/2ujw53

http://www.youtube.com/watch?v=I483tB12SyE

Segunda-feira, Maio 17, 2010

Parte VI

Sentiu o cheiro de molhado que lhe invadia o sono, esforçou-se para abrir os olhos enquanto percebia que eles já estavam abertos. Novamente estava preso. Para essas situações, havia criado alguns métodos para o despertar, mas nenhum funcionou. Não se afobou, decidiu esperar. Claramente, podia perceber a inexistência da linearidade do tempo, pensamentos e acontecimentos voavam em frações de segundo ou quem sabe, em uma medida singular de tempo, somente dele, nada poderia o ameaçar ali. Sentiu-se em casa.

Terça-feira, Abril 20, 2010

Parte V

Amargurou e apreciou um gosto de carvalho que não parecia mais sair de sua boca, o paladar ficava mais aguçado enquanto imaginava os mais estranhos conjuntos de notas em sua cabeça, mas era sempre o mesmo arranjo que lhe dava sede e despertava aquele gosto do passado, de madeira...

F Dm C Am
F Dm Am C

... e ficou...

Domingo, Abril 04, 2010

Parte IV

Foi logo após uma daquelas visitas das crianças que encontrou no canto da sala um bilhete, como se alguém o houvesse plantado lá. Abriu com cuidado, pois eram quatro dobras perfeitas,a caligrafia não parecia ser de nenhuma criança que ali esteve. Resolveu ler o bilhete não assinado.


Ser Forte

ser forte é saber do impossível sim;
é também não querer ir para trás ou pular para a frente;
ser forte é ir contra todo o instinto;
é se sentir mais vivo...

ser forte é ser sozinho;
é ter um ponto fraco;
ser forte é uma palavra para recompensar o esforço;
ser forte exige ter sido fraco...

ser forte é ser otimista;
é tentar mudar o futuro;
ser forte é ignorar a si mesmo;
é fingir que está tudo bem...

ser forte é esperar;
é viver o hoje;
e saber que nada vai acontecer;
é sentir vivo e estar morto...

somos fortes.
mas, qual dos fortes?

Deitou ali mesmo, era outono e a pele contra o piso frio lhe dava calafrios, mas ficou imóvel, deitado sobre seu braço esquerdo quase que em posição fetal. Era familiar o conteúdo do bilhete, passou a ideia de que ele poderia ser o autor, mas certas frases não faziam sentido, não fora ele quem escreveu o bilhete, pelo menos não o bilhete inteiro.

Segunda-feira, Outubro 19, 2009

Parte III

Não se importava com a chuva, afinal nunca deixava o local. Estranhava o fato de tudo estar tão limpo e de como sua presença não interferia no ambiente. Lembrou-se de como gostava de se sujar ou de como tolerava a bagunça em seu quarto e poderia passar dias sem tomar banho. Tudo isso não importava mais, tudo era limpo, branco e inodoro que sequer conseguia inspiração para odiar tal situação.